Fabrício tem seu projeto Tóquio e vai realizar sonho em 2017

Fabrício tem planos ambiciosos para este ano: disputar Jogos Regionais e Abertos, além de participar da Seletiva para Sul-Americano , Brasileiro Zonal e Final e Pan-Americano Mundial. Foto: PMJ

Com 15 anos, o carateca Fabrício Siqueira é um dos atletas mais promissores de Jundiaí e sempre se destacou na modalidade. Quatro vezes medalhista do Sul-Americano da modalidade – uma medalha de ouro, uma de prata e duas de bronze -, o jovem sonha alto no esporte. Sua meta é defender o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020. No ano passado, o Comitê Olímpico Internacional (COI), durante o congresso da entidade, confirmou a inclusão do esporte na competição.

Fabrício luta contra a falta de patrocínios. Foto: Nalva Santiago
Fabrício luta contra a falta de patrocínios. Foto: Nalva Santiago

Antes da Olimpíada, ele se preparar para realizar um sonho já este ano: representar Jundiaí nos Jogos Regionais e Abertos. “Desde que comecei a treinar, eu sonhava com o dia que iria representar Jundiaí nos Jogos. O Tom sempre me estimulava nos treinos falando quantos anos faltavam para chegar nos Abertos. Faço 16 anos em junho e já posso competir. Quero fazer bonito”, afirmou.

Os planos de Fabrício para 2017, além dos Regionais e Abertos, incluem participar de seletivas para Sul-Americano , Brasileiro Zonal e Final e Pan-Americano Mundial.

Para realizar seus sonhos, Fabrício tem enfrentado um adversário tão forte quanto seus adversários: a falta de patrocínio. “Esta é uma luta diária. Estou a mais de um ano sem patrocínio nenhum e nem apoio de nenhum profissional. Tenho apenas minha família, meu sensei que dispõe da academia dele para treinamentos. Eu precisaria de apoio nutricional, médico e o mínimo básico, além de patrocínios para competições e treinamentos avançados. Isso faz muita diferença.”

A mãe de Fabrício, Sandra Siqueira, é uma batalhadora e sempre realiza rifas para ajudar seu filho a participar das competições – sofrimento da maioria dos atletas do Brasil. Ele conta com uma bolsa de estudos na escola bilíngue The Joy School. “Pago o material, que fica em torno de $2.500 no ano. Não é fácil, mas preciso conciliar a escola, que é o meu futuro e o caratê que é o meu sonho. Tem dias que dá vontade de desistir , mas ninguém disse que seria fácil. Com certeza vai valer a pena e já está valendo. Eu recebo muitas mensagens de pessoas que me veem como exemplo . Isso me dá uma força incrível para lutar contra tantos obstáculos”, afirmou ele, que não quer largar os estudos, mesmo seguindo carreira no esporte. “O caratê vai sempre estar na minha vida , mas quero fazer engenharia mecânica e me aperfeiçoar em mecânico de avião ou designer de carros”.

Fabrício tem planos ambiciosos para este ano: disputar Jogos Regionais e Abertos, além de participar da Seletiva para Sul-Americano , Brasileiro Zonal e Final e Pan-Americano Mundial. Foto: PMJ
Fabrício tem planos ambiciosos para este ano: disputar Jogos Regionais e Abertos, além de participar de seletivas para Sul-Americano , Brasileiro Zonal e Final e Pan-Americano Mundial. Foto: PMJ

Fabrício quer esquecer o ano de 2016. “Foi um ano muito difícil. Comecei ensino médio e associar a escola aos treinos e competições foi complicado, por causa dos horários. Em 2017, optei por disputar somente campeonatos oficias já que a questão tempo e financeiro não estavam ajudando muito. Para um atleta a dedicação aos treinos é muito importante, mas o financeiro pesa demais . Consegui ao menos meu objetivo que era medalhar campeonato Brasileiro Zonal e Campeonato Brasileiro final , mesmo não competindo nenhum internacional ainda assim fiquei em terceiro lugar no ranking nacional”, afirmou.

Fabrício começou sua história no caratê por um acaso. Quando tinha seis anos foi até o centro esportivo Pedro Raymundo, na Vila Rio Branco, para se inscrever na escolinha de futebol. Como não tinha idade necessária para praticar a modalidade no local, começou a chorar. Até encontrar Ton, que o convidou para praticar caratê. Desde então, não parou mais e sua vida mudou. Tóquio é logo ali para este garoto de fibra.