Amador só em maio

José Reginaldo Matias de Souza

Amador só em maio

Este mês a mais em relação a 2016 vai permitir que os times se organizarem melhor, evitando o corre-corre do ano passado, quando o regulamento era novo, com necessidade de reversão dos melhores jogadores, os profissionais, mesmo aqueles com registro antigo.Agora, com isso na ponta da língua, dá tempo também de correrem atrás de jogadores para compor o elenco nos torneios satélites de início de ano que tem aos montes na cidade.

A Copa Aramis Polli, por exemplo, tem crescido em importância ano a ano, e na fase mais aguda, como está agora, ao assistir seus jogos, vemos jogadores de time grande do Amador, vemos ali técnicos e diretores. O que fazem? Observam se tem alguém que possa ser aproveitado no principal interbairros da cidade, e o mais caro.

E para não impedir os menos craques de jogarem, tem até torneio que proíbe quem joga o amador da cidade, o da Liga, de participar, dando mais chance aos menos dotados. Mas como profissionais, os principais times vão atrás dos melhores ainda soltos por aí do mesmo jeito, esvaziando a qualidade desses torneios e concentrando ainda mais. Mas ninguém se queixa. Ao mesmo tempo, com a liberação de campos, começou a pré-temporada, com os jogos-treinos, onde todo mundo esconde o ouro.

Alguém vai pagar caro para trazer jogador conhecido para treinar? Não, né? Mas os favoritos são aqueles de sempre, e que até já apontamos aqui, muito mais porque têm orçamento livre do que por outro fator.

A coisa é no terreno prático, não tem magia nem ilusão: tem dinheiro, tem time e tem título; não tem, babau.

Nesse mês e meio que falta para começar o Amador da cidade, vai ser possível ver os times completos, aí, dá para dizer, com pouca chance de errar, quem fica com o troféu maior no fim do ano.


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